sexta-feira, 16 de outubro de 2009

slideshow - Construindo um minhocário










Era uma bela manhã do dia 14 de outubro: sol, temperatura amena, o material solicitado às famílias para a construção do minhocário fora trazido pela maioria dos alunos da turma 229.
Pedimos permissão à Diretora da Escola, já que não era nosso horário de “Pracinha”, para realizarmos a construção de nosso minhocário nesse ambiente, pois era um ambiente ao ar livre, cheio de verde. Lá temos canos de cimento repletos de compostagem, terra adubada e muitas minhocas. Favoreceu, assim, nossa atividade científica, quando nos faltou algum material necessário.
A permissão nos foi concedida, após alguns acertos. E, por incrível que pareça, passamos a manhã envolvidos nessa construção. Paramos somente para a higiene, para o lanche e recreio.
Ao procurarmos algumas minhocas na compostagem da pracinha, as crianças quiseram observar e manusear seu corpo. Alguns cheiraram as minhocas e, na sua maioria, não gostaram do seu cheiro.
Pediram-me para abrirem umas minhocas para conhecerem como eram por dentro. Concenti-lo, mas afirmando-lhes que tudo isso era em prol da Ciência e do nosso conhecimento. Não machucaríamos as minhocas por machucá-las. Tínhamos objetivos muito curiosos e relevantes para nossa aprendizagem. Uns disseram: “Coitadinhas!” Outros: “Será que doeu nelas?”
Seguiram passo a passo a construção do minhocário e chegaram à conclusões importantes: “As minhocas tem seu corpo dividido por aneizinhos.” Cada uma tem um anelão mais largo.” “Elas são diferentes das cobras.” “ Elas não têm ossos.” “ Elas têm uma melequinha dentro do corpo delas.” Eu achei que as minhocas são fedidas.” “Elas são rápidas para entrarem dentro da terra para se esconder da gente.” “Claro, né, para elas nós somos monstros muito feios.” “Feias são elas e a mãe delas...” E assim por diante. Um show! A Orientadora Educacional da Escola tirava as fotos enquanto trabalhávamos.
Como construímos nosso minhocário:


1-Colocar, no fundo do recipiente, uma camada de aproximadamente 2 cm de terra escura. Em seguida, acrescentar, com a mesma espessura, uma camada dos outros materiais na seguinte ordem: pó de giz, areia e esterco.
2-Repita estas camadas até encher o vidro.
3-Acrescentar folhas mortas.
4- Colocar, cuidadosamente, meio copo de água pelo centro da garrafa - para não desmanchar as camadas;
5-Depositar 5 minhocas as minhocas;
6-Fechar o vidro com tela de náilon ou tule;
7-Cobrir ao redor com o material escuro;
8- Deixar o recipiente em local onde não receba luz direta do Sol.

Após terminarem a construção dos minhocários, pousaram para mais fotos, já em sala de aula. Depois colocaram suas construções em local sem luz direta na própria escola para fazermos nossas observações durante o período da experiência.

Logo, logo postarei o Projeto de Ciências e a apresentação na Feira de Ciências da Escola.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Projeto, integração, interdisciplinaridade

ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA CLOTILDE ROSA
RUA GENERAL OSÓRIO, 511 – PARADA 79 – BAIRRO SALGADO FILHO
GRAVATAÍ – RS
DIRETORA ROSIRIS MAGNO
PROFESSORA ROSELAINE DA MOTA ZANETTE
TURMA 229 – SEGUNDO ANO – TURNO DA MANHÃ



PROJETO “APRENDENDO SOBRE AS MINHOCAS”
DE 9 DE ATÉ 24 DE OUTUBRO/ 2009

JUSTIFICATIVA:
ESSA TURMA DE 2º ANO, TAMBÉM, FOI MINHA NO 1º ANO COM ALGUMAS EXCESSÕES DE ALUNOS QUE FORAM TRANSFERIDOS E DE ALUNOS QUE FORAM ADIDOS DURANDTE O ANO LETIVO.
NO ANO QUE SE PASSOU, REALIZAMOS UM PROJETO QUE RESULTOU NA CONSTRUÇÃO DE UM TERRÁRIO E QUE APRESENTAMOS NA FEIRA DE CIÊNCIAS E TAMBÉM NUM LIVRO DE AUTORIA DA TURMA QUE FEZ PARTE DE NOSSOS LIVROS NA FEIRA DO LIVRO DA ESCOLA.
ELES QUERIAM REALIZAR OUTRO PROJETO DE CIÊNCIAS QUE RESULTASSE EM MUITAS APRENDIZAGENS, PORQUE APRENDERAM MUITO COM O TERRÁRIO.
MONTEI, ENTÃO ESSE PROJETO PENSANDO NAS APRENDIZAGENS DOS ALUNOS, NA FEIRA DE CIÊNCIAS QUE ACONTECERÁ NA ESCOLA, NA QUESTÃO AMBIENTAL QUE TRABALHAMOS EM TODA A ESCOLA DURANTE O ANO TODO E NA AVERSÃO QUE MEUS ALUNOS APRESENTARAM EM RELAÇÃO ÀS MINHOCAS AO LEREM O TEXTO RECREATIVO "A PESCARIA COM O VOVÔ PEDRO", DE ÂNGELA POLIANA DA SILVEIRA. MUITAS CRIANÇAS TRAZEM ESSE PRECONCEITO COM AS MINHOCAS SEM CONHECER SEU PAPEL IMPORTANTE NA AGRICULTURA, ISTO É, NA VIDA DAS PLANTAS, NA FERTILIDADE DO SOLO.
JUSTIFICO ASSIM A CRIAÇÃO DESSE PROJETO.



OBJETIVOS:




-PROMOVER UM AMBIENTE LÚDICO QUE MEXA COM A CRIATIVIDADE E A IMAGINAÇÃO DOS ALUNOS, TANTO NOS TEXTOS E LIVRINHOS, COMO NAS OUTRAS ATIVIDADES PROPOSTAS.

-INCENTIVAR A ESCRITA DE SUAS IDÉIAS E OPINIÕES (PRODUÇÃO TEXTUAL), BEM COMO A VONTADE DE EXPOR SEUS DESENHOS E PRODUÇÕES TEXTUAIS NOS MURAIS E PAINÉIS NA SALA E NOS CORREDORES DA ESCOLA.

-DESENVOLVER TAREFAS QUE CONTRIBUAM COM A LEITURA, A ESCRITA CORRETA DAS PALAVRAS E COM A ESTRUTURA FRASAL.

-OPORTUNIZAR ATIVIDADES QUE DESENVOLVAM SEU PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO, A COMPREENSÃO DA SEQUÊNCIA NUMÉRICA ATÉ 50, DOS SEUS NÚMEROS ANTECESSORES E SUCESSORES E A LEITURA DESSES NUMERAIS.

-FOMENTAR A VONTADE DE DESENVOLVER UM PROJETO DE CIÊNCIAS SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS MINHOCAS NO AMBIENTE, SUAS CARACTERÍSTICAS E PECULIARIDADES: COMO SÃO, ONDE MORAM, DO QUE SE ALIMENTAM, ETC.

-ENVOLVER AS FAMÍLIAS E A ESCOLA NESSA APRENDIZAGEM.
CONTEÚDOS:


LEITURA SILENCIOSA; LEITURA ORAL; PONTUAÇÃO E A EMOÇÃO DO TEXTO; LETRA CURSIVA; ORTOGRAFIA; PRODUÇÃO TEXTUAL; QUESTINAMENTOS REFLEXIVOS E ARGUMENTATIVOS; CONHECIMENTO SOBRE AS MINHOCAS E SUA IMPORTÂNCIA PARA O MEIO AMBIENTE; ADIÇÕES E SUBTRAÇÕES COM DEZENAS E UNIDADES NA MESMA OPERAÇÃO; NUMERAIS: LEITURA, COMPOSIÇÃO E DECOMPOSIÇÃO ATÉ 50; SEQUÊNCIA NUMÉRICA,...
RECURSOS:

TEXTO RECREATIVO "DINHA, A MINHOQUINHA", LIVRO DE LITERATURA INFANTIL "LUCINDA, A MINHOCA GULOSA"; DVD "BARRY E A BANDA DAS MINHOCAS"; PESQUISA NO COMPUTADOR DO TELECENTRO DA ESCOLA; FOLHAS MIMIOGRAFADAS E XEROCADAS, FOLHAS DE DESENHO (MAIS GROSSINHAS) ; MATERIAL DE USO COMUM.


METODOLOGIA:



1º DIA:

* MOTIVANDO ÀS CRIANÇAS PARA A LEITURA DO TEXTO RECREATIVO:


DINHA, A MINHOQUINHA


DINHA É O NOME DA MINHOQUINHA.
ELA PEGOU SUA CESTINHA ROSINHA E SAIU PELA ESTRADINHA.
DINHA QUERIA VENDER AS FRUTINHAS QUE COLHEU À TARDINHA.
ANDOU, SORRIU,CANSOU, MAS VENDEU SUAS FRUTINHAS.
VOLTOU PARA A SUA TOQUINHA COM A SUA CESTINHA CHEIA DE MOEDINHAS, PENSANDO:
-OBA! QUE BOM! AGORA, POSSO COMPRAR MEU VESTIDINHO DE RENDINHA!



*ESCREVENDO AS PALAVRAS DO TEXTO COM LETRA IMPRENSA.

*EXPLORANDO ORALMENTE E POR ESCRITO A ORTOGRAFIA DO TEXTO: NH, CH, LH, QUI.

*EDUCAÇÃO FÍSICA: BOLICHE DE GARRAFAS DE LEITE COM AS DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS DO TEXTO; CORRIDA ENTRE FILAS: COLANDO NO PAINEL AS PALAVRAS DO TEXTO ABAIXO DE SUA DIFICULDADE ORTOGRÁFICA; CAPITÃO MANDA; MORTO/VIVO; PASSARINHOS VOADORES.

*ILUSTRANDO E COLORINDO O TEXTO TRABALHADO.



2º DIA:

*RETOMADA DA LEITURA ORAL DO TEXTO “DINHA, A MINHOQUINHA”.

*ESCREVENDO PALAVRAS DO TEXTO COM LETRA CURSIVA.

*INVENTANDO E ESCREVENDO INDIVIDUALMENTE UM OUTRO FINAL PARA O TEXTO.

*ILUSTRANDO E COLORINDO O FINAL QUE CRIOU.

*DITADO DAS PALAVRAS DO TEXTO COM AS DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS JÁ ESTUDADAS.

*HISTÓRIAS MATEMÁTICAS DE ADIÇÃO E DE SUBTRAÇÃO ENVOLVENDO O TEXTO, POR EXEMPLO: “DINHA TINHA 47 MOEDINHAS. FOI À UMA LOJA E COMPROU UM VESTIDO COM 15 MOEDINHAS. QUANTAS MOEDINHAS SOBRARAM PARA DINHA?” “DINHA VENDEU 20 LARANJAS, 14 BERGAMOTAS E 5 MAÇÃS. ELA VENDEU UM TOTAL DE ......... FRUTAS.”

3º DIA:

*RETOMADA DA LEITURA ORAL DO TEXTO “DINHA, A MINHOQINHA”, TRABALHANDO ORAL E DIRIGIDAMENTE A PONTUAÇÃO E A EMOÇÃO DO TEXTO COM A CONTRIBUIÇÃO EFETIVA DA TURMA.

*COLANDO NUM PAINEL AS ILUSTRAÇÕES E O TEXTO DOS NOVOS FINAIS CRIADOS PELOS ALUNOS NA AULA ANTERIOR, PARA A EXPOSIÇÃO NO MURAL DA ESCOLA.

*COMEÇANDO A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO.

*NUMERAIS: ANTECESSOR, SUCESSOR, LEITURA DE NUMERAIS ATÉ 50, SEQUÊNCIA NUMÉRICA.




4º DIA:

*RETOMADA DA LEITURA ORAL DO TEXTO.

*DISTRIBUINDO FICHAS COM PALAVRAS DO TEXTO PARA QUE CADA CRIANÇA ESCOLHA QUATRO PARA COM ELAS CRIAR UMA FRASE COM CADA UMA.

*CHAMANDO A ATENÇÃO DE TODOS PARA A SEPARAÇÃO DAS PALAVRAS DAS FRASES COM UM PEQUENO ESPAÇO E A NECESSIDADE DE PONTUÁ-LAS.

*CONTINUANDO COM ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO: “DINHA, A MINHOQUINHA”

*TRABALHANDO COM PALITOS AMARELOS (UNIDADES) E PALITOS AZUIS (DEZENAS) A ORDEM DOS NUMERAIS ATÉ 50.

*EDUCAÇÃO FÍSICA: COMPETIÇÕES ENTRE FILAS COM BOLA; “GAIOLAS LOUCAS”; “SALADA DE FRUTA”; “CAÇADOR”; “CAPITÃO MANDA” ( FAZENDO EM CÂMERA LENTA)


5º DIA:

*FILME “BARRY E A BANDA DAS MINHOCAS”.

*DEBATENDO SOBRE O FILME E A OPINIÃO DE CADA CRIANÇA SOBRE AS MINHOCAS E COMO ERAM VISTAS E MENOSPREZADAS PELOS OUTROS INVERTEBRADOS.

*PARTINDO DO SEGUINTE QUESTIONAMENTO: “SERÁ QUE AS MINHOCAS SÃO BICHINHOS INÚTEIS QUE NÃO SERVEM PARA NADA COMO DIZIAM OS ANIMAIZINHOS DO FILME?” (ANOTANDO ALGUMAS IDÉIAS NO QUADRO). ESCREVENDO EM FICHAS SUAS PRÓPRIAS OPINIÕES HIPOTÉTICAS PARA EXPOR NUM CARTAZ EM AULA.



6º DIA:


*HORA DO CONTO “LUCINDA, A MINHOCA GULOSA”, DE NAIARA MATTAR ARAÚJO : UMA OUTRA HISTORINHA MOSTRANDO UM LADO MAIS REALISTA DA VIDA DAS MINHOCAS E SUAS UTILIDADES MESMO QUE MANTENDO A LUDICIDADE DO CONTO INFANTIL.

*PESQUISANDO NO GOOGLE SOBRE A VIDA DAS MINHOCAS, DESCOBRIMOS SOBRE A CONSTRUÇÃO DE UM MINHOCÁRIO. TODOS ESTAVAM CHEIOS DE VONTADE DE CONSTRUÍ-LO PARA VER O QUE ACONTECERIA.

*COMBINANDO COMO TORNARÍAMOS POSSÍVEL ESSA ATIVIDADE: COLETA DE MATERIAIS COM A AJUDA DOS PAIS, DANDO-LHES TEMPO PARA CONSEGUÍ-LOS E ORGANIZÁ-LOS PARA QUE REALIZÁSSEMOS ESSA ATIVIDADE NA ESCOLA. DECIDIMOS QUE EU FARIA NO COMPUTADOR A LISTA DO MATERIAL QUE PRECISARÍAMOS PARA ENVIAR AOS PAIS COM UMA SEMANA DE ANTECEDÊNCIA.



7º DIA:

*O MINHOCÁRIO SERIA NOSSO EXPERIMENTO PARA DESCOBRIRMOS ALGUMAS COISAS SOBRE A VIDA DAS MINHOCAS. SERIA NOSSO PROJETO PARA A NOSSA FEIRA DE CIÊNCIAS, QUE ACONTECERÁ NO DIA 24 DE OUTUBRO.

*ENVIANDO UM BILHETE PARA OS PAIS SOLICITANDO O MATERIAL QUE NECESSITAMOS PARA A CONSTRUÇÃO DO MINHOCÁRIO:

“SENHORES PAIS, PRECISAMOS PARA QUARTA-FEIRA, DIA 14 DE OUTUBRO, DO SEGUINTE MATERIAL PARA CADA UM CONSTRUIR SEU MINHOCÁRIO EM AULA:

-GARRAFA PET BRANCA (TRANSPARENTE) DE DOIS LITROS;
-TERRA ESCURA DE JARDIM;
-TERRA DE OUTRA COR, PODENDO SER AREIA;
-ESTERCO;
-UM PEDAÇO DE TULE OU DE TELA DE NÁILON BEM FLEXÍVEL TIPO DESSAS QUE SE USA NAS JANELAS PARA EVITAR A ENTRADA DE MOSQUITOS;
-UM SACO DE LIXO PRETO PEQUENO E RESISTENTE;
-UM PAR DE LUVAS PLÁSTICAS OU DE SILICONE, SEM FUROS PARA QUE AS CRIANÇAS POSSAM MANUSEAR TODO O MATERIAL SEM UMA PROVÁVEL CONTAMINAÇÃO.


A ESCOLA ENCARREGAR-SE-Á DO CARVÃO ATIVADO, DO PÓ DE GIZ BRANCO E DOS ATILHOS DE BORRACHA QUE TAMBÉM USAREMOS NESSA ATIVIDADE DE EXPERIMENTAÇÃO.”

AGRADECEMOS DESDE JÁ .
TURMA 229"

AVALIAÇÃO
VERIFICAREI AS APRENDIZAGENS E DIFICULDADES DE MEUS ALUNOS ACOMPANHANDO DE PERTO SUAS PRODUÇÕES, ESTANDO ATENTA QUANDO DEVO INTERVIR PARA AJUDÁ-LOS A BUSCAR SOLUÇÕES PARA AS SUAS DÚVIDAS, ANOTANDO OS CAMINHOS QUE TIVEMOS QUE MUDAR AO LONGO DO PROJETO PARA TORNÁ-LO MAIS SIGNIFICATIVO E EMPOLGANTE PARA AS CRIANÇAS.
HAVERÁ UM MOMENTO PARA QUE OS ALUNOS FAÇAM SUA AVALIAÇÃO SOBRE AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS, RELATANDO OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS QUE PERCEBERAM AO LONGO DO PROJETO E O QUE PODERIA SER MELHORADO.
OBSERVAÇÕES:
OS CONTEÚDOS: LEITURA, INTERPRETAÇÃO, ESTRUTURA FRASAL, PRODUÇÃO TEXTUAL, ORTOGRAFIA DO TEXTO, ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, RESOLUÇÃO DE HISTÓRIAS MATEMÁTICAS, NUMERAIS ESTAVAM SENDO REALIMENTADOS. NENHUM DELES ERA CONTEÚDO INTRODUZIDO NESSE PROJETO. ERAM INTRODUTÓRIOS OS CONTEÚDOS QUE DIZEM RESPEITO ÀS MINHOCAS.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Currículo Integrado: Uma porta aberta para uma escola democrática

Todo o educador, compromissado com uma sociedade democrática, justa e igualitária, deve promover uma pedagogia desprovida de segregação religiosa, cultural, étnica, ideológica, de gênero, de orientação sexual, de tudo aquilo que mine a solidariedade e o coletivo social, em suma, a democracia.
Devemos em nossa sala de aula abrir espaço para o debate democrático, para a manifestação de todos os pontos de vista e, por que não, dos conflitos saudáveis e enriquecedores, promovendo uma análise crítica sobre o cotidiano onde todos: alunos, pais, professores e funcionários estamos inseridos, para que consigamos incentivar e exercitar às novas gerações a reinventar esse cotidiano, essa realidade.
Presencio uma assustadora falta de investimento na educação pública, bem como uma incompetente gerência desse investimento, quando ele existe.
Exemplifico como pontos cruciais e importantes para uma escola democrática e de qualidade: investimento na formação continuada dos professores; na informatização de todas as escolas, bem como o acesso dos alunos a essas Tecnologias; no abastecimento de suas bibliotecas; na modernização de seu espaço físico que permita o acesso de todos.
Surge dessas angústias, das injustiças cometidas com o nosso povo, em nome da dominação e do bem viver de poucos, a necessidade de cada educandário discutir, refletir e construir o valor do coletivo, da diversidade, da dignidade e da qualidade de vida do povo brasileiro.
Isso é possível no currículo que desenvolvemos em nossas escolas? Esse currículo, incoscientemente, não está colaborando com a segregação e para a exclusão social? Nega a força do coletivo social, perpetuando o controle e a submissão popular?
O currículo é a vida, o norte de todas as escolas e tem o dever social de fomentar a solidariedade em relação aos menos favorecidos. Então, como se poderia usar o Currículo Integrado para ajudar a promover a democratização da escola? Respondendo às necessidades de cada aluno, esculpindo na escola o verdadeiro perfil democrático, de equidade social que esteja permeado de respeito aos direitos humanos, sem discriminação.
Um currículo não pode estar truncado, limitado pois contraria o princípio de liberdade, de criatividade no ensinar e no aprender.
Continuo a questionar: A quem beneficia o currículo que obramos em nossas escolas? Que ideologias defendemos?
Para conjugarmos a verdadeira democracia em nosso Sistema Educacional, faz-se necessário a participação de todos os segmentos da escola na construção de seu PPP, onde o Currículo Integrado permite e viabiliza a autonomia, a responsabilidade, a solidadriedade, a interdisciplinaridade, o multiculturalismo artístico, cultural e educacional, autenticando a identidade dos alunos, de suas famílias, de seus professores, de cada escola, todos em seu contexto organizacional e social. Para que isso aconteça precisamos ser corajosos, ousados, verdadeitos e inovadores. Esse é o grande desafio: Não existe a construção coletiva de um Currículo Integrado sem que todos assumam seu papel dentro desse coletivo, na construção dessa desafiadora proposta.
Miguel Arroyo, em Prática Pedagógica e Currículo - Anais do VII ENDIPE, Florianópolis, 1996, pág.167/168, nos diz: "Primeiro ponto que pretendo destacar é que não elaboramos um projeto de cima para baixo. Partimos da prática pedagógica das escolas, passamos mais de meio ano mapeando as práticas significativas e descobrimos que há, na escola pública, uma prática transgressora, extremamente inovadora; (...) somos tímidos na flexibilização da escola. Não é suficiente pendurar flores nas grades curriculares como estamos fazendo, muitas vezes, com nossas reformas.Não adiantarão novos parâmetros se os currículos continuarem gradeados. A escola que temos é uma escola onde não fazemos o que somos capazes de fazer, onde a iniciativa pedagógica do profissional se sente entre grades."

domingo, 27 de setembro de 2009

Currículo Integrado

A verdadeira utilidade social do currículo integrado está em oportunizar aos educandos a compreensão da sociedade em que estão inseridos, desenvolvendo aptidões técnicas, científicas, intelectuais e sociais, que os permita viver nessa sociedade de forma autônoma, participativa, crítica, política e solidária. Essa mesma sociedade deve ser ouvida sobre a escola que deseja para seus filhos e para suas filhas.
Deve-se, em nossa prática pedagógica, respeitar os conhecimentos que o aluno traz de seu seio familiar e social, os seus interesses, ritmos e aptidões, promovendo sua participação e poder de decisão nas discussões e nos debates escolares, bem como na construção e reconstrução das regras disciplinares, "vinculando a sala de aula e a realidade social." (Arroyo-1994)
Permanecemos distantes da pedagogia da ação/reflexão/intervenção, onde o Currículo por Atividades passaria a ter significado concreto, coletivamente democrático e transformador.
Segundo Santomé (1998), o currículo integrado permite:
- trabalhar conteúdos culturais relevantes;
- abordar conteúdos que são objetos de atenção em várias áreas de conhecimento;
- levar a pensar interdisciplinarmente, criando hábitos intelectuais de levar em consideração diferentes possibilidades e pontos de vista;
- favorecer a visibilidade dos valores, ideologias e interesses presentes em todas as questões sociais e culturais, o que a organização do currículo por disciplinas dificulta perceber;
- favorecer o trabalho colegiado nas escolas, resgatando a idéia de "corpo docente";
- preparar para a mobilidade profissional futura;
- aumentar a probabilidade de surgimento de novas carreiras e especialidades;
-interdisciplinaridades - que permitam enfrentar novos problemas e desafios;
-estimular a análise de problemas concretos e reais e o conseqüente surgimento de pessoas criativas e inovadoras.
Sentimos a urgente necessidade de uma educação realmente comprometida com os valores democráticos, com a solidadriedade, com a crítica e a participação se quisermos, verdadeiramente, formarmos cidadãos e cidadãs capazes de enfrentar, ou melhor dizendo, capazes de acabar com a discriminação e com a exclusão social que tanto dividem e maltratam nossa nação.

sábado, 19 de setembro de 2009

Perfil do Professor da EJA

A EJA dá oportunidade aos jovens e aos adultos que não tiveram a oportunidade, por diversos motivos, de alfabetizarem-se ou de terminarem a Educação Básica no tempo adequado, mas possuindo sua cultura própria, seu próprio modo de enfrentar o cotidiano.
Os professores, que muitas vezes são lotados nessa modalidade de ensino, estão ali para fechar carga horária ou para completarem seu orçamento salarial, não apresentando um perfil adequado para a EJA.
Não é qualquer profissional que possui esse perfil, exigindo uma metodologia diferenciada de outras modalidades de ensino, bem como uma relação especial entre professor/aluno. Esse profissional deve ter consciência de que não é só erradicar o analfabetismo e nem somente oferecer um certificado de conclusão. Vai além disso. É preparar e formar o cidadão para o mercado de trabalho, para viver em sociedade com qualidade de vida.
Esse profissional da EJA deve estar preparado para lidar com as diferenças de comportamentos e necessidades do jovem e do adulto, pois uma prática de ensino pode ser eficiente para o adulto, mas ineficiente para o jovem e vice e versa, podendo ser uma das grandes causas do alto índice de evasão nessa modalidade de ensino, dentre outras.Deve explorar as relações sociais, as diversas culturas desses alunos.
"Para ser um ato de conhecimento o processo de alfabetização de adultos demanda, entre educadores e educandos, uma relação de autêntico diálogo. Nesta perspectiva, portanto, os alfabetizadores assumem desde o começo da ação, o papel de sujeitos criadores. Aprender a ler e escrever já não é, pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da linguagem." (Paulo Freire)
A EJA é um espaço educacional muito importante para a inclusão desse jovem e desse adulto fruto das injustiças sociais e do descaso político e social.
Concluindo, a característica do Professor de EJA é, principalmente, ver essa modalidade de ensino como capaz de transformar significativamente a vida dessas pessoas, oportunizando-lhes reescrever sua história de vida. Precisa conhecer e compreender, sem arbitrariedades e preconceitos, seus alunos e suas realidades e dificuldades diárias, acreditando em suas potencialidades humanas, na busca de sua evolução pessoal, profissional e social, promovendo um ambiente prazeroso, crítico, dinâmico e participativo, repleto de interações entre aluno/aluno e entre professor/aluno.
Esse profissional da Educação capaz de identificar o potencial de cada pupilo, descartando de sua prática pedagógica métodos de ensino infantilizados e vazios, privilegiando a exposição de suas idéias, pontos de vista, sonhos, garantindo o processo de democratização e cidadania de educação para a EJA.
Para encerrar essa postagem, quero frisar a importância de uma formação competente e contínua desse professor, permeada dessa visão contemporânea e democrática quando se debate sobre a Educação de Jovens e Adultos Brasileiros.
“Alunos ou jovens evadidos ou excluídos da escola, antes do que portadores de trajetórias escolares truncadas, eles e elas carregam trajetórias perversas de exclusão social, vivenciam trajetórias de negação dos direitos mais básicos à vida, ao afeto, à alimentação, à moradia, ao trabalho e á sobrevivência. Negação até o direito de ser jovem. As trajetórias truncadas se tornam mais perversas porque se misturam com essas trajetórias humanas.
Se reforçam mutuamente. A EJA como política pública adquire uma nova configuração quando equacionada na abrangência das políticas públicas que vêm sendo exigidas por essa juventude.” (Arroyo, 2005, apud Soares,Giovanetti e Gomes, 2005,p. 24)
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O olhar docente para os alunos da EJA


Os alunos da EJA originam-se de classes sociais menos favorecidas; na sua grande maioria trabalhadores; alguns desempregados; outros tantos sem a formação profissional que o mercado exige.

O professor, por sua vez, não conhece as modalidades educacionais vigentes na legislação brasileira, causando-lhe muitas dificuldades em adaptar-se à realidade que lhe é apresentada na prática docente e de integrá-la ao que foi estudado na universidade.

Falar sobre um educador da EJA é descrevê-lo como um profissional da educação que deve ultrapassar a idéia "Professor ensina e aluno aprende." Deve, como todo o professor, seja de alfabetização de crianças, seja da educação de pessoas com Necessidades Especiais, seja da Educação Infantil, ter interesse, dedicação, tempo para refletir e planejar. Principalmente, um educador que conheça a realidade e necesidades de seus alunos, porque sua função não é, simplesmente, ensinar conteúdos, mas oportunizar a criação, o pensamento, a criticidade, a autonomia, a cidadania de seus alunos e, certamente, o domínio dos conteúdos necessários para a sua formação.

Não existe uma receita perfeita para a construção do conhecimento, mas é necessário tentar, ousar, experimentar, porque os resultados falarão por si só. É importante que o educador da EJA esteja aberto aos seus pupilos, às suas histórias e vivências, aos seus pontos de vista, considerando-os o centro da educação.

Apesar de calejados, sofridos, temerosos, tímidos e excluídos merecem nosso respeito humano, nosso olhar carinhoso, inclusivo e a nossa reflexão:


*Que razões positivas os motivam a retornarem para a escola?

*Será que , inconscientemente, querem romper com a exclusão?

*Estariam desejando superar seus limites e vislumbrar um horizonte melhor? O Sol nasce para todos, não é verdade?


Referência:



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A contemporaneidade das idéias de Comênio








A didática é fundamental em nossa busca de práticas pedagógicas competentes e qualificadas que abrilhantarão nosso cotidiano docente, exigindo-nos: responsabilidade, sensibilidade, pesquisa, conhecimento da realidade de nosso aluno, respeito à sua infância e o desejo de mudar, de transformar a escola.

Falo de uma prática pedagógica consciente, transformadora, atualizada, significativa, questionadora, em permanente auto-avaliação.

Ao estudar sobre Comênio, no clássico DIDÁTICA MAGNA, deparo-me com sua contemporaneidade descortinada há mais ou menos 350 anos atrás, definindo a didática como "A ARTE DE ENSINAR", enfatizando a importância da fundamentação, da verdade e da escolha de uma trilha que atinja a todos:


"(...) ousamos prometer uma Didática Magna, isto é, um método universal de ensinar tudo a todos." (Comênio, 1957,p.45)


Essa expressão "metodo universal" nos fala de uma prática pedagógica que possibilite a construção do conhecimento para a diferença, para o aluno com necessidade especial, promovendo, consequentemente sua integração no cotidiano escolar? Esse "método universal" está vinculado ao multiculturalismo e à interdisciplinaridade?

São questões que me surgiram durante o estudo desse enfoque.