quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Construção dos terrários





Esse slideshow mostra cada aluno de minha turma de 1º Ano da E.E.E.F. Professora Clotilde Rosa construindo seu terrário com material trazido de casa para observarmos durante 15 dias o Ciclo da Água. Coloco em anexo meu Projeto de Ciências sobre essa experiência e observação.Sei que essa interdisciplina não pertence ao Eixo V, mas só consegui realizar o terrário com meus alunos nesse Segundo Semestre.



E. E. DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFª CLOTILDE ROSA
Rua Gal. Osório, 511 – Bairro Salgado Filho – Gravataí – RS – Fone: 3488.5353

1º Ano Turma: 129
PROFESSORA ROSELAINE DA MOTA ZANETTE



PROJETO DA FEIRA DE CIÊNCIAS/ 2008


“CONSTRUINDO UM TERRÁRIO”

1.OBJETIVOS:

*Descobrir como acontece o Ciclo da Água dentro do terrário.
*Saber como a vida das plantas e dos animais se sustenta dentro dele.

2.DURAÇÃO:

20 de agosto a 30 de agosto de 2008

3. MATERIAL NECESSÁRIO:

Uma garrafa pet de dois litros branca, transparente, sem a ponta, lavada com água e sabão, seca e desinfetada com álcool;
Um punhado de pedra miúda;
Um punhado de carvão ativado moído;
Terra adubada;
Uma mudinha (planta com raiz) resistentes à falta de água: suculentas, margarida, grama de jardim, begônia, mini-samambaia, etc.
A tampinha da mesma pet;
Galhos e folhas secas;
Água;
Bichinhos: minhocas, caracol, joaninha, tatu-bola, lagartixa, grilo;
Papel filme (para vedar) o terrário.

4. MODO DE CONSTRUIR O TERRÁRIO:

4.1-Coloque uma camada de pedrinhas no fundo da pet.
4.2-Em cima dessa camada de pedrinhas, bote uma camada de carvão ativado.
4.3-Após, coloque uma camada de terra adubada (terra boa para plantar).
4.4-Plante a mudinha.
4.5-Ajeite a tampinha com água na terra.
4.6-Coloque os galhos, as folhas secas e os bichinhos.
4.7-Vede a entrada do terrário com papel filme.

5. ACONTECIMENTOS RELEVANTES NO DIA DA CONSTRUÇÃO DO MESMO:

A empolgação das crianças procurando mais bichinhos na escola, depois de uma noite de muita chuva;
A vontade de realizar e de participar do trabalho daqueles alunos que não trouxeram o material solicitado pela professora.
Solidariedade dos colegas na troca e no empréstimo de material.
A cooperação entre as crianças na organização da sala após a atividade.
Os terrários concluídos ficaram numa outra sala da escola sob a luz indireta do Sol.




6. QUESTÕES LEVANTADAS:

6.1-O que acontecerá com nossa plantinha e os nossos bichinhos?
6.2-Será que morrerão sem ar e sem chuva?
6.3-Será que eles fugirão do terrário?

7. HIPÓTESES DOS ALUNOS:

*As plantas e os bichinhos morrerão sem ar e sem chuva dentro do terrário.
*Um bichinho vai comer o outro.
*As plantinhas vão produzir oxigênio para os animais respirarem.
*Estou vendo um bafinho no plástico que está fechando o terrário.

8. PROCEDIMENTOS:
Fizemos observações diárias da vida no terrário e desenhamos o que vimos após socialização em aula onde fomos questionando e buscando conclusões.
No 7º dia fizemos a manutenção do terrário: Abrimos sua abertura para que pegasse uma brisa.
Fizemos uma limpeza em suas paredes.
Refizemos o processo naqueles terrários que não deram certo depois de discutir o porquê disso.
Vedamos novamente a sua entrada.

9. CONCLUSÕES:
Quando esquenta dentro do terrário, a água que está dentro da terra e na tampinha evapora e se junta com a respiração das plantas formando o vapor d’água.
Como o terrário está fechado (vedado), esse vapor se condensa formando gotinhas que ficam nas suas paredes e no seu lacre.
É aí que a água retorna como uma chuvinha para molhar a terra novamente.
A plantinha que está ali dentro suga a água da terra pela raiz, puxa o gás carbônico para produzir seu próprio alimento e o oxigênio que ela libera no terrário permitindo a respiração dos animais.
ASSIM CONTINUA A VIDA LÁ DENTRO.

Eu, um adulto, que não admite perder-se de sua criança

Durante a leitura que fiz sobre as Fases do Desenvolvimento Humano, segundo Erikson, não só analisei as pessoas à minha volta, como também entrei nas minhas próprias experiências de desenvolvimento. A cada etapa, tive muitos aprendizados, frustrações, conquistas, fracassos, sonhos e desejos diferenciados e importantes, mas sempre em busca de significado para a minha existência, para o meu estar aqui ou ali, buscando, refletindo, vivendo e evoluindo. Muitas vezes, sofri por me deparar com minha humanidade e com minhas limitações. Uma das fases mais difíceis, em minha opinião, foi justamente o "portal" de passagem entre a minha infância e a minha vida adulta que se chama de PUBERDADE e ADOLESCÊNCIA, pois sofri transformações, como todos de nós sofremos, fisiológicas e psicológicas, que não conseguia entender e/ou lidar. Foi um tipo de crise existencial, de "morte" para uma nova vida renascer. Um renascimento que necessitava de um grupo, uma inserção, uma continuidade de mim mesma, como se estivesse dentro desse grupo o meu espelho, a chave do meu ser, o meu próprio reflexo, que nem eu mesma reconhecia. Mas foi uma "metamorfose" que experimentei de maneira saudável e intensa, que, como Saramago, trazido ao fórum sobre "Aula 3-Psicologia" na postagem da colega Rosali, não deixei morrer em mim a criança feliz, espirituosa e sonhadora que sempre fui e sou para poder ser esse adulto tão comum, tão peculiar, tão imperfeito e corajoso como estou. Esse eterno aprendiz, que não abre mão do amor, da felicidade e da busca.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Continuação de minha síntese sobre as leituras que realizei sobre Projetos de Aprendizagem

É no computador que se dará o acesso a esses novos espaços, pois se não há condições de trazer tudo para a escola, é possível enriquecer o seu espaço com as tecnologias que nos darão o acesso ao que está distante e invisível, formando redes e formando novos ambientes.
Nessa realidade tecnológica, o professor é tão aprendiz quanto seu aluno, onde mais do que ativar o intelecto, significa também ativar o intelecto, significa também impulsionar a mente e a consciência espiritual sobre seu mundo interior e subjetivo:

*Articular as formas de trabalho escolhidas pelos alunos, respeitando seus objetivos, interesses, ritmo, necessidades, tempo de aprender.
*Administrar e organizar o ambiente de aprendizagem, programando o uso do computador.
*Conhecer mais sobre softwares, materiais tecnológicos.
*Orientar os Projetos de Aprendizagem, estimulando e auxiliando na viabilização de busca e organização de informações de acordo com as questões do aluno.
*Acompanhar as atividades dos alunos, orientando sua busca com perguntas que estimulem sua reflexão e que provoquem desequilíbrio de suas certezas e o surgimento de novas dúvidas, testando e analisando suas hipóteses esforçando-se para formular seus argumentos, registrar seus procedimentos e suas conclusões.

"(...)um sistema não constitui jamais um acabamento absoluto dos processos de equilibração e novos objetivos derivam sempre de um equilíbrio atingido, instável ou mesmo estável, permanecendo cada resultado, mesmo se for mais ou menos durável, pleno de novas aventuras(...) (PIAGET, 1976)

Essa mudança não tem volta e exige que assumamos responsabilidades, parcerias, acompanhamento do processo, realização de ações conjuntas entre equipe gestora, pais, docentes, fortalecendo e enriquecendo essa mudança.
A proposta é aprender conteúdos por meio de ações que proporcionem o desenvolvimento da capacidade do aluno em continuar sua aprendizagem numa construção do conhecimento através do questionamento, da busca de certezas, isto é, formular questões, encontrar saídas que favoreçam novas e mais complexas perguntas.
Durante esse processo, o que é importante é compreender como o aluno pensa, que recussos já consegue utilizar, que relações estabelece, que operações realiza, inventa ou reinventa, em que dificuldades deve ser auxiliado.

domingo, 31 de agosto de 2008

Síntese de leituras que fiz sobre Projetos de Aprendizagem

O desenvolvimento da aprendizagem é o resultado da atividade operatória do sujeito, que constrói o conhecimento quando está em integração com o meio, com os outros sujeitos e com os objetos de conhecimento que sejam do seu interesse essa apropriação.
No Projeto de Aprendizagem o aluno formula suas questões movimentando-se, interagindo com o desconhecido, com situações novas para apropriar-se desse conhecimento específico seja em Ciências, Artes, Cultura.
São as dúvidas do próprio aluno que geram um Projeto de Aprendizagem num contexto enriquecido de desafios e buscas. Torna-se, então, fundamental que um Projeto de aprendizagem parta da curiosidade do estudante, de suas dúvidas e perguntas e não impostas pelo professor.
O sujeito que consegue formular claramente uma questão a ser resolvida inicia o processo de definição das direções de sua atividade.
Inicia-se estabelecendo-se suas certezas provisórias e suas perguntas temporárias, pois investigando, pesquisando muitas dessas perguntas tornam-se certezas e algumas certezas podem tornar-se dúvidas, podendo gerar outras dúvidas e certezas.
A cada idéia, a cada descoberta alcançada durante esse processo torna necessário a reorganização, retomada ou replanejamento dos caminhos de busca, assim surgindo diversos caminhos podem levar a construção do projeto, onde decidirá, buscará saídas, ativará e sustentará seu nteresse, sua motivação.
Para que isso aconteça o professor deve orientar, respeitar a autonomia do aluno:
*Decidir critérios sobre a relevância em relação a determinado tema;
*Buscar, encontrar e selecionar informações;
*Definir, selecionar, criar procedimentos para detectar a relevância das informações escolhidas em relação às suas questões.
É possível construir Projetos de Aprendizagem nas séries iniciais e na Educação Infantil. A criança é uma questionadora por excelência: Por que isto? Por que aquilo? Como se faz isso? Na escola, devemos alimentar sua curiosidade, sua atitude inventiva e criadora, exploradora, persistente em suas buscas, ajudando-a a descobrir e aprender.
É um método natural e acessível de construir assim o conhecimento da criança pequena. Se a escola oportunizar essa prática pedagógica acabará com o ensino de massa, pois se surgem dos aprendizes os Projetos de Aprendizagem são projetos diversificados e interdisciplinares, porque uma turma inteira não pensa da mesma maneira, não tem os mesmos interesses, nem as mesmas condições e necessidades. Eis aí uma grande diferença no currículo: PROJETOS DOS ALUNOS.
Cada um explorando os conteúdos no seu tempo, no seu ritmo, podendo ser atendidos em suas necessidades que emergem com mais clareza, conectando-se com outros alunos e outros professores em outros espaços e tempos diferentes, proporcionando uma atividade de construção, interação e reflexão.
Numa próxima publicação darei continuidade à minha síntese da pesquisa no site : http://www.portalensinando.com.br/ensinando/principal/conteudo.asp?id=2033

sábado, 23 de agosto de 2008

Minha Reflexão sobre "Meu Ser Professor Político"

A Educação é uma prática soberanamente social, construída nas relações e nas interações sociais que vão se estabelecendo dentro da Escola. Partindo dessa premissa e após a leitura que fiz do texto "Política pública e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado", de Vera Maria Vidal Peroni, refleti sobre a minha prática, ou melhor, sobre minha postura político-pedagógica em sala de aula como cidadã e professora inserida nessa esfera social, através dos seguintes questionamentos:
*Se sou uma trabalhadora em Educação que luta por valorização profissional, não seria lógico que fosse uma aliada nas buscas e lutas dos trabalhadores?
*Se almejo conquistas sociais relevantes para vivermos com dignidade, não devo estar a favor dos oprimidos e dos historicamente excluídos, não por ser caridosa, mas por considerar que nossa luta é a mesma, enquanto cidadã(mulher, professora, eleitora ultrajada pela corrupção, etc.) que faz parte da mesma sociedade?
*Devo estar comprometida com a transformação social, procurando conhecer a realidade que se desvenda para a Educação de meu País, de meu Estado, de meu município?
*O professor pode considerar-se parte de um coletivo se não contribui ativamente na formação da cidadania e não ajuda seu aluno, dando o melhor de si, na construção do conhecimento?
Acredito que, para existir uma Escola dialógica e transformadora é necessário que tenhamos boa vontade política, não só no discurso ou nas atividades que postamos, mas na verdadeira prática político-pedagógica que alimenta o sonho, a curiosidade, a liberdade de expressão, o afeto incondicional, a construção do conhecimento, a comunicação, a inclusão social, escolar, tecnológica.
Nesse contexto político, econômico e social em que estamos vivendo é imprescindível que nós, Trabalhadores em Educação, aceitemos responsavelmente o desafio de tornar a Escola Pública um espaço de Educação Popular, favorecendo a participação de todos os seus segmentos, numa dinâmica pedagógica, dialógica e cidadã, reconhecendo a Educação e o Conhecimento como direito de todos, inclusive meu, indo de encontro aos sujeitos das classes populares que foram sempre historicamente excluídos, oferecendo-lhes, no que de nós depender, uma aprendizagem de qualidade, significativa, contextualizada, de construção afetiva e efetiva do conhecimento, respeitando as diferenças.
Educação e escolaridade como direito de todos e não como proteção paternalista para evitar o caos social.

domingo, 17 de agosto de 2008

Hipervídeo na Educação

O hipervídeo funciona como um hipertexto, mas com associações que não são estáticas, pois aparecem no desenrolar do conteúdo principal. O link torna-se ação, movimento, não permanecendo no mesmo lugar, nem apresentando o mesmo conteúdo.
Um hipertexto apresenta vários links no mesmo espaço, mas as possibilidades de associação ao hipervídeo aparecem e desaparecem à medida que as sequências são reproduzidas.
As sequências de vídeo são reproduzidas continuamente enquanto o usuário determina o desenvolvimento da narrativa com suas escolhas.
Sua assimilação obedece a ordem de escolha do usuário, de acordo com suas necessidades. O usuário navega dentro do vídeo, clicando em ícones para acessar algo mais.
O hipervídeo oferece ao usuário a oportunidade interativa de interferir no fluxo dessas imagens, partindo de suas opções.
É um excelente recurso digital que o professor pode utilizar em sua prática pedagógica tendo em vista as seguintes possibilidades: trabalho colaborativo, desafios cognitivos, aprendizagens interativas e instigadoras.
Alguns sites pesquisados:
http://fatimamoreira.wordpress.com/
http://www.yaso.in/?p=101

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Atividade 2- Organização do tempo

A tabela que construí com a organização de meu tempo, nesse semestre, está em meu pbwiki.