terça-feira, 12 de outubro de 2010

"O menino negro não entrou na roda..."




Relendo os textos da interdisciplina "Questões étnico-raciais na educação", estudados durante o Eixo VI, sinto-me mais madura, mais sensível, mais crítica, mais reflexiva, mais comprometida sobre essas questões em minha sala de aula.
Refleti a respeito da minha percepção sobre o aluno de cor de pele diferente e, principalmente, sobre o que tenho feito em prol da estima desse aluno para que alcance o sucesso de sua aprendizagem.
Vi o quanto tenho trabalhado positivamente, de maneira crítica e inclusiva, consciente de que o racismo, mesmo que cordial e silenciosamente, manifesta-se dentro da escola em ações de professores, alunos, funcionários, nos materiais pedagógicos, nos brinquedos, nos livros didáticos, inferiorizando cada vez mais o aluno negro, resultando na sua baixa aprendizagem na escola.
Tenho procurado caminhos para que minha ação pedagógica respeite cada vez mais as diferenças étnico-raciais buscando a melhor forma de abordar esses aspectos com minhas turmas de primeiro ano do Ensino Fundamental, sabendo que os fazeres escolares não são neutros e devem sensibilizar e conscientizar os alunos para o cooperação, para a liberdade de expressão, para a alta da estima de todos, deixando desabrochar o gênio, o cidadão competente e crítico, o homem bom e digno que está dentro de cada criança.



“É o saber da história como possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervem como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da história, mas seu sujeito igualmente. No mundo da história, da cultura, da política, constato não para me adaptar, mas para mudar”. (Paulo Freire, 1999,p.85-86).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vale a pena ver de novo: Eixo IV

[...] essa tripla caracterização - existenciais sociais e pragmáticos - expressa a dimensão temporal dos saberes do professor, saberes esses que não somente são adquiridos no e com o tempo, mas são também temporais, pois são abertos, porosos, permeáveis e incorporam, ao longo do processo de socialização e da carreira, experiências novas, conhecimentos adquiridos durante esse processo e um saber-fazer remodelado em função das mudanças de prática e de situações de trabalho (TARDIF, 2002, p.106).
Retornando ao Eixo IV, exatamente, à Interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, percebi o meu crescimento em minha prática pedagógica quanto ao Ensino da Ciência nas minhas classes de1º Ano do Ensino Fundamental. Meu olhar e o meu ouvido estão mais aguçados e atentos às concepções que meus alunos trazem para explicar os fenômenos naturais: luz,sombra, ciclo da água, frio, calor, sol e chuva, etc.
Sei que não existe uma receita metodológica mágica, mas vivencio em meu diário escolar uma necessidade de um ensino de Ciências com atividades práticas e concretas que leve meu aluno a repensar de maneira lógica essas pré-concepções, proporcionando-lhe propostas que sejam úteis à toda a comunidade como, por exemplo: Separação do Lixo; Higiene Ambiental, Corporal e Mental; construção e bservação de um terrário, de um minhocário, etc.
São ações pedagógicas que realizo com minhas turminhas. São competências que devo desenvolver em meus alunos: levantamento de hipóteses, coleta de material, experimentação, observação, registro de dados, capacidade conclusiva, para incluí-los no mundo científico e tecnológico em que vivemos e que, urgentemente, devemos preservar para o bem da humanidade.
A interdisciplinaridade é notória em meu fazer pedagógico, porque, partindo dessas atividades práticas construímos textos, alimentamos nosso raciocínio intelectual e matemático, conhecemos a realidade social onde estamos inseridos, etc.
Procuro incentivar meus alunos à busca de conceitos interessantes sobre os fenômenos que os rodeiam, dentro de uma prática lúdica e lógica que não os prive de um conhecimento mais sistematizado sobre a natureza, oportunizando-lhes a troca de saberes com seus pares, professores, estudiosos.


“A relação com o saber é o conjunto das relações que um sujeito mantém com um objeto, um “conteúdo de pensamento”, uma atividade, uma relação interpessoal, um lugar, uma pessoa, uma situação, uma ocasião, [...], ligados de uma certa maneira com o aprender e o saber; e, por isso mesmo, é também uma relação com a linguagem, relação com o tempo, relação com a ação no mundo e sobre o mundo, relação com os outros e relação consigo mesmo enquanto mais ou menos capaz de aprender tal coisa, em tal situação.” (Charlot,2000:81)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante..."

Revisando as minhas atividades da interdisciplina Educação e Tecnologias da Comunicação e Informação, coordenada pela Professora Patricia Alejandra Behar, durante o Eixo I. Exatamente, na Semana 6. Nessa atividade deveria montar uma apresentação num programa de apresentação de slides sobre a temática: “As tecnologias na minha vida pessoal e na prática pedagógica.”
Era início de curso. Eu, apanhando das tecnologias por ignorância e medo de ser reprovada na Interdisciplina, assustei-me com a proposta, pois não sabia nada sobre esse programa utilizado para edição e exibição de apresentação gráfica. Não sabia nem começar mesmo lendo e relendo as referências bibliográficas oferecidas no Rooda pela equipe docente sobre o assunto.
Pedi ajuda à uma jovem amiga que tinha uma estreita relação com o computador. Prontamente, ela veio até a minha casa e juntas colocamos no programa o esboço da minha idéia.
Realizei esse trabalho bem simples, mas muito sincero e emocionado sobre “As tecnologias na minha vida e na minha prática pedagógica”:




Quero refletir sobre minhas palavras em um dos slides:

As tecnologias me abriram as portas para:
*Comunicação virtual;
*O enriquecimento virtual do meu saber pedagógico;
*O relacionamento interativo com meus professores e colegas;
*O domínio paulatino do computador e de tudo que ele possa me oferecer como pessoa e como profissional da educação;
*Explorar e pesquisar na Internet;
*Conhecer e usar essas tecnologias, construindo aos poucos o meu saber virtual;
*Refletir sobre o uso das tecnologias na educação e na minha rotina pedagógica.

Durante algum tempo depois, neguei-me a chegar perto desse programa como se não tivesse aprendido nada com minha amiga Gabi. Mas o tempo passou, como tudo passa, até nossos “traumas”. Continuei a exorcizar meus medos, lutando para me apropriar das tecnologias e, um dia, encarei novamente esse programa de apresentações de trabalhos sem a obrigação de concluir uma atividade, mas como uma borboleta trabalhando pela conclusão de sua metamorfose.
Assim foi a minha dificuldade de trabalhar com meus alunos de 1º Ano no Telecentro que havia na escola municipal em que eu atuava no turno da tarde. Porém, minha hora chegou. Era uma lagarta novamente em transformação, sofrendo, mas encarando o novo. A Prô Borboleta levou seus aluninhos de 1º ano aos computadores e se surpreendeu ao vê-los tão íntimos deles e tão envolvidos nas atividades virtuais. Acabaram por ensinar a Prô Borboleta a voar vôos mais altos e a beijar flores mais exóticas.
Até hoje sofro metamorfoses e, podem ter certeza que, apesar das frustrações e limitações que encontro nas escolas públicas, tanto municipal quanto estadual, a minha metamorfose como prô borboleta é emocionante e enriquecedora porque estou aberta a transformar-me na interatividade com os saberes dos meus alunos, que me ensinam, diariamente, a não ter medo de ser feliz.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Mídias e tecnologias digitais em espaços escolares", eletiva que instigou-me na escolha da temática do meu TCC

Reportando-me ao meu pbwork em que trabalhei com a interdisciplina eletiva "Mídias e tecnologias digitais em espaços escolares", exatamente à Atividade 7, relendo o texto que escrevi apresentando críticas e posicionamentos sobre a tese 4 da atividade 5 "Não é necessário que os professores sejam bem preparados para o uso das mídias e tecnologias digitais, basta interagir com os alunos. Eles já sabem como usá-las."
Ei-lo aqui:



Educar, atualmente, é uma ação que deve inserir o aluno às novas linguagens digitais, desenvolvendo suas capacidades sensoriais, colaborativas, relacionais e perceptivas. Especialmente, aqueles alunos cujas famílias não tem condições de oferecer-lhes esse acesso

Vivemos num mundo novo, fazendo parte de uma sociedade que valoriza a informação e a comunicação, em que a aprendizagem se dá em diversos lugares e de diferentes maneiras. As tecnologias digitais exercem uma notória influência sobre as crianças.

Portanto, é importante que nós professores façamos uma leitura crítica e pedagógica das mídias e tecnologias digitais, reconhecendo sua intencionalidade política, social, ética, psicológica e didática, permitindo a formação de cidadãos críticos, reflexivos, autônomos, criativos e colaborativos refletida no seu pensar e no seu agir no mundo.



“O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e, ao mesmo tempo está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a sua ignorância, suas dificuldades. Ensina, aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses.”(José Manoel Moran)



Percebemos a nítida influência das mídias e tecnologias no cotidiano infantil e o fato de muitos professores ignorarem o seu uso na Educação, surgindo, então, a necessidade das escolas preocuparem-se com a capacitação de seus professores, porque são os principais articuladores desse processo. Ao planejar para seu aluno, fazendo uso das Tecnologias da Comunicação e Informação, o professor deve estar capacitado à utilizá-las de maneira significativa, oferecendo-lhe possibilidades variadas do seu uso no processo de ensino-aprendizagem.



“A palavra-chave deste tipo de ensino é "interatividade". Trata-se da mudança de um ensino onde é limitado o papel do aluno na busca de informação e em que ele tenta se adaptar à informação existente, para um ensino em que a informação se adapta ao aluno, onde quer que este se encontre.” (Perrenoud, 2000)


Tal realidade exige-me, enquanto professora e cidadã, uma capacitação profissional que me auxilie a compreendê-la e a encarar pedagogicamente os desafios que se descortinam na minha rotina escolar para a formação de cidadãos que produzirão e interpretarão as novas linguagens nos dias de hoje e no futuro para o bem da humanidade. Sinto saber que muitos educadores estejam fora dessa oportunidade.

Ilustrando a importância da capacitação do professor trago nesse texto as palavras de Libâneo:





“Para isso, os cursos de formação de professores precisam garantir espaços para práticas e estudos sobre as mídias, sobre a produção social de comunicação escolar com elas e sobre como desenvolver competente comunicação cultural com várias mídias” (LIBÂNEO,2000,p.72)






Referencial teórico:



PERRENOUD, Philippe.10 competências para ensinar. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.

LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? . 4° Ed. São Paulo: Cortez, 2000.

http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/6950/educacao-para-a-autonomia-e-para-a-cooperacao

acesso em 26/07/2010

A realização dessa interdisciplina juntamente com os textos que li sobre esse assunto fizeram-me refletir sobre a necessidade de conhecer mais sobre as tecnologias na ação pedagógica de meus pares no espaço digital da escola.

É uma maneira também de mexer com o grupo, provocando novas discussões e caminhos para a nossa formação continuada.


Retornando

Esse Curso de Pedagogia à Distância foi-me um grande desafio, principalmente, por não ter experiência no uso do computador. Posso afirmar que ali começou nosso caso de amor. Eu me apaixonei pelo computador e por todas as promessas tecnológicas que ele me oferecia tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional.
Hoje, após 4 anos e alguns meses de curso, considero-me uma professora inserida na contemporaneidade da educação, evoluindo com meu tempo e defendendo uma ação pedagógica de vanguarda em que o uso das mídias e das tecnologias digitais se faz presente.
Assumo, humildemente, que ainda tenho dificuldades e limitações no seu uso competente e efetivo em minhas turmas de alfabetização em que atuo, porém mantendo uma postura moderna, de busca e de coragem em colocar em prática com meus alunos tudo aquilo que aprendi durante a graduação e que ainda procuro estudar, ler sobre esse tema.
Daí a vontade de desenvolver um TCC que mostre essa nova face da escola em que estagiei, que começou no mesmo período do meu estágio com o Laboratório de Informática. Notei o entusiasmo de minhas colegas professoras e a alegria de nossos alunos com as horas oferecidas no Laboratório de Informática. Há professoras ainda resistentes, mas curiosas, enfrentando tímida mas corajosamente essa nova realidade.
Pensando seriamente nisso resolvi construir um TCC tendo como questionamento principal: "Como as professoras de séries iniciais de uma escola pública estadual de Pré a 5º ano fazem uso das mídias e tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem?"
Revisitando a interdisciplina Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação, oferecida no Eixo I, sob a orientação da Professora Patricia Behar, Doutora em Ciências da Computação pela UFRGS, procurei algumas sugestões de bibliografia para embasar o meu trabalho. Lá encontrei o nome de José Manuel Moran, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, autor que tinha também estudado ao realizar a eletiva Mídias e Tecnologias Digitais em espaços Escolares com o Professor Crediné Silva de Menezes, Pós-Doutorado no Programa de Doutoramento em Informática da Educação da UFRGS. Em contrapartida, vejo a gama de subisídios que meus professores também me oferecem para o enriquecimento desse trabalho:



LIBÂNEO, Jose carlos - Adeus professor, Adeus professora?, Editora Cortez, 2010, 12ª edição



MORAN, José Manuel - A Educação que desejamos- novos desafios e como chegar lá, 2007, 1ª Edição, Ed. Papirus



MORAN, José Manuel; BEHRENS, Marilda Aparecida; MASETTO, Marcos T. - Novas
Tecnologias e Mediação Pedagógica, Editora Papirus, 2006, 12ª edição



PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre, Artes Médicas, 1994




"O educador continua sendo importante, não como informador nem como papagaio repetidor de informações prontas, mas como mediador e organizador de processos. O professor é um pesquisador – junto com os alunos – e articulador de aprendizagens ativas, um conselheiro de pessoas diferentes, um avaliador dos resultados. O papel dele é mais nobre, menos repetitivo e mais criativo do que na escola convencional." (José Manuel Moran)



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Trabalho de Conclusão de Curso

Finalmente, chegou o tão esperado e tão temido TCC, Trabalho de Conclusão de Curso. O TCC apresenta como uma de suas finalidades descortinar, por meio de um estudo científico, o conteúdo que foi apropriado pelo aluno durante a sua graduação.
Seu tema deve ser bem estabelecido e associado à formação do curso realizado. Em meu caso, que esteja centrado no campo de abrangência da Pedagogia, que deverei compor com uma prática aprofundada, com uma postura investigativa, perpassando por bibliografias selecionadas com critério, onde apresentarei diretrizes e conclusões próprias que estejam articuladas ao conhecimento contemporâneo, aos avanços sociais, educacionais, políticos, técnicos e teóricos alcançados pela sociedade moderna.
Almejo que meu TCC, enquanto produção científica, contribua para impulsionar avanços concretos no sistema educacional em que estou inserida e pelo qual trabalho com orgulho e vontade. Desejo que meu trabalho de conclusão seja respeitado e valorizado , por sua autenticidade, seu desenvolvimento científico e originalidade. Por isso sua execução me exige um planejamento minucioso, uma pesquisa aprofundada, levantamento bibliográfico, coleta de dados, desenvolvimento textual consistente e concernente ao assunto por mim escolhido.
Sei que para seu sucesso deve estar acordado às normas da ABNT de produção científica padronizada: redação, disposição textual, formatação, espaçamento, capa, folha de rosto, resumo, sumário e outros requisitos específicos de um trabalho acadêmico.
O TCC me assusta? Não, me preocupa, porque quero fazê-lo com competência, agregando valores. Que tema escolhi? Ainda não o tenho com clareza e objetividade, mas gostaria de desenvolver um trabalho que mostre como as mídias e as tecnologias digitais são usadas nas séries iniciais, isto é, como os profesores realizam esse trabalho com seus alunos e, partindo disso, buscar autores contemporâneos que nos ajudem a encontrar caminhos, soluções, respostas aos nossos questionamentos.


(…) a minha questão não é acabar com a escola, é mudá-la completamente, é radicalmente fazer que nasça dela um novo ser tão atual quanto a tecnologia. Eu continuo lutando no sentido de pôr a escola à altura do seu tempo. E pôr a escola à altura do seu tempo não é soterrá-la, mas refazê-la.(Freire, 19961).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Trabalho em grupo em classes de alfabetização

Minha reflexão sobre a nona semana de meu estágio relaciona-se à importância de promover com as crianças atividades em grupo, além das individuais.
O processo de aprendizagem provoca transformações no aluno quando o aprendiz sente-se constantemente motivado, estimulado, desafiado, pois, do contrário poderão entediar-se em aula.
O trabalho em grupo com as crianças pequenas é sempre um tarefa desafiadora para o professor e seu sucesso depende muito de como o educador o conduz junto à turma durante o ano.
A atividade em equipe está muito ligada à uma metodologia que promove uma aprendizagem colaborativa, em que os alunos realizem um trabalho em grupo que reflita em cada um de seus elementos, que traduza o saber de cada um, isto é, uma reciprocidade. Portanto, é tarefa do professor favorecer a seus alunos o desenvolvimento de habilidades cooperativas e sociais.
O trabalho em grupo é positivo na medida em que promove: uma atividade onde as crianças fiquem cara a cara numa interdependência positiva, de responsabilidade individual e coletiva, numa interação de habilidades colaborativas.
Quando eu faço trabalhos em grupo com minha turminha de 1ºAno, acompanho de perto os grupos para verificar a contribuição de cada um de seus elementos, sua participação, sua aprendizagem, fomentando o debate, a exposição de opiniões, a raciocínio e a reflexão pessoal e coletiva.
Tenho plena consciência de que trabalhar em grupo também é um processo em que, a cada oportunidade oferecida, a criança está aprendendo a respeitar as diferenças, a expressar seu ponto de vista para os colegas da equipe, a ouvir a opinião do outro, partindo daí para uma obra coletiva em que todos tenham contribuído efetivamente, ensinando e aprendendo, respeitando e sendo respeitado, compartilhando os conhecimentos e as dúvidas.
Outro ponto importante: Trabalho em grupo é realizado por crianças portanto é sinônimo de movimento, de borburinho, onde o conflito pode acontecer. Mais uma vez o professor deve estar ligado para interagir e intermediar esses conflitos, canalizando-os para o enriquecimento do processo.
Trabalhar em grupo com os alunos dá trabalho. Muitos trabalhos em equipe não dão o resultado esperado, então é uma boa hora de ouvir as crianças, detectar o que houve o que deve melhorar.

É um momento importante de revisão também do professor sobre como foi desenvolvida a proposta e que mudanças seriam necessárias para a próxima atividade em grupo alcançar ou superar-se em seus resultados.

Um lembrete relevante quando falamos em crianças pequenas: Elas aprendem a se concentrar em uma atividade em grupo ou em qualquer outro tipo de atividade quando fazem aquilo em que estão interessados e quando os temas propostos são instigantes e adaptado à sua faixa etária.



“É claro que nem tudo deve ser feito de forma coletiva, pois são igualmente essenciais a exposição do professor e tarefas individuais de crianças e jovens, mas é preciso compor esses momentos articulando com coerência as ações pessoais e coletivas. Essa construção conceitual e afetiva depende do trabalho em grupo, em que se desenvolvem afinidade e confiança, identificam-se potencialidades e aprende-se com os demais. Com a diversificação do planejamento, são contempladas as diferentes necessidades e propensões dos alunos. Não só na rede pública, mas especialmente nela, os mais beneficiados por essa construção são os que vêm de contexto cultural limitado, sem outras oportunidades que não as da escola para a sua emancipação.” (Luis Carlos de Menezes- Revista Nova escola)